5.12.12

When the truth is...

"A vida é um acúmulo. De pessoas, emoções, segreos e medos."
Eu escrevo, e te biografo. Dezembro, esse mês que te obriga a fazer uma auto-avaliação de ti, não pelo que tu és, mas pelo que tu fez. Aí tu pensas "Querido dezembro, tão chuvoso, porque eu usei de tamanha ousadia?" e ele ri, ri de tudo porque sempre esteve ali...
Tu com os teus caprichos desconhecendo que a verdade dói e que o mundo não é isso que tu pensas, desconhecendo porque te prendes ao passado, porque, porque? É uma dúvida que ecoa...
Querido, não chore, eu estou aqui, é o que eu posso te dizer, enquanto eu estiver aí.
Silêncio.



 I miss you!

30.3.12

forget her




"Eu sonhei que estava exatamente aqui, te sentindo. Mais conhecido, que desconhecido."

10.1.12



Já não tão inquieta, senti vontade de fugir, e repentinamente a história partiu-se, sem ao menos um toque suave...

9.1.12

(...) Como os olhos não acalentavam-me, não mais, e eu até profundamente adormecia com o céu sem cor. Ele era triste e alto, jamais o conheceria senão fosse aquele olhar, e ele sem dúvida já o achava já que nada dizia.

(conclusão virada, e em branco)

4.1.12

onde habito?

#prefácio

lá estava a habitante das falhas entrelaçadas ao mundo cotidiano, repleta de encantos e desencantos.
nada havia, apenas aquele olhos entrelaçados ao seus, e de longe, o prazer quadruplicava-se.
se não estais em mim, porque tamanha dor?
costumávamos observar a nossa loucura, e abraçá-la, enquanto havia tempo.
o anel que tu me deste era vidro e se quebrou, o deleite que tu me tinhas era pouco e se acabou, e estou perdida.
ah, meu bem, porque tamanha vaidade?
por ti, eu apagaria o último cigarro após um orgasmo...
"e eu que me queixava por não ter sapatos, encontrei um homem que não tinha pés"



(é em ti que eu habito)

1.1.12

Teu prazer é o meu pretérito-mais-que-perfeito.

31.12.11

je ne pas

"Teus olhos são lassos, amante!
Olhos em sono a se perder,
Nesta posição tão distante
Pode surpreenter-te o prezer
E pelo pátio o jorro de água
Não cala nunca o seu rumor,
E entretém a extasiada mágoa
Em que pode atirar-me o amor.

Mas o amor irradia
E é odo flores
Ede Febo a alegria
Enche-o de corres
E tal chuva desfia
Imensas dores"

Baudelaire.

Au revoir, 2011.