25.7.11

só mais uma divagação

"Acreditavas em estrelas, e por tal, elas existiam, mas para um lunático nunca era o bastante... E continuou a ver navios."

23.7.11

falava de amores e desamores

"O bonde vacilava nos trilhos, entrava em ruas largas. Logo um vento mais úmido soprava anunciando, mais que o fim da tarde, o fim da hora instável. Ana respirou profundamente e uma grande aceitação deu a seu rosto um ar..."
A-MOR.
Estava sentada à cama, conformada, cética, e para uma lunática, isso ainda não era o bastante.

18.7.11

ar, cor, dor, a-mor

Desculpe-me tal acusação, mas ele me dominava de tal modo, que se assim posso afirmar, de tão desolado me permitia deixar de vê-lo. Nas noites de suposta insônia, o reconstruiria, e depois das cerimônias de tragédias que me desolava, sem saber, um abismo distanciava-me de mim mesma.
Naquela madrugada, começando pelo princípio, preocupava-me com números, e eis aqui uma contradição, números não me agradavam, céu, fim, caminho, e tudo o mais que havia perdido, e essa partícula aditiva que se aplicava com mais intensidade.
Martirizava-me perplexamente com a força do acaso, desprezava-me, magoava-me e dilacerada, fixava-o em mim, biografava.
Caminhara tão depressa...
- Veja, agora, o que buscas tão perplexamente, encontrarás, e não tão confusamente. Não apresses a descoberta deste acaso, há coisas que só se aprende quando ninguém as ensina, eis aqui, a vida, há mais beleza em descobri-la sozinha apesar do sofrimento.
Eu estava vivendo, buscando a mim até sentir tão confusamente o que aspirava, aquela sensação de me encontrar depois de tanto me perder em mim.
Já não tão inquieta, senti vontade de fugir, e repentinamente a história partiu-se, sem ao menos um toque suave....
Ela continuava correr, mas ele se conhecia e assim permanecia, estático.
Fechei os olhos, meus lindos dezessete anos... Mande mais café, forte e amargo.