"Teus olhos são lassos, amante!
Olhos em sono a se perder,
Nesta posição tão distante
Pode surpreenter-te o prezer
E pelo pátio o jorro de água
Não cala nunca o seu rumor,
E entretém a extasiada mágoa
Em que pode atirar-me o amor.
Mas o amor irradia
E é odo flores
Ede Febo a alegria
Enche-o de corres
E tal chuva desfia
Imensas dores"
Baudelaire.
Au revoir, 2011.
31.12.11
je ne pas
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27.12.11
“oui je dis adieu”
Nossa relação-entre-amores-e-desamores costumava ser, de tão intensa, quadruplicada. Você se foi, e levou consigo a pureza que em mim habitava.
- Preciso de alguém que me traga de volta à vida.
- Desculpa, querida, mas nós nos quebramos, agora sou eu e você (que ecoa).
- Retirar-me-ei.

“(...) O que me faz sofrer é sentir que o que encheria qualquer mulher de felicidade, ou seja, ter o teu maravilhoso amor de homem e as coisas lindas que você me diz, tudo isto me causa ansiedade e me leva ao desespero. Quanto mais eu penso em me entregar a você novamente, tanto mais terror eu tenho do que seria de mim se teu amor ainda ardente se apagasse..."
- Preciso de alguém que me traga de volta à vida.
- Desculpa, querida, mas nós nos quebramos, agora sou eu e você (que ecoa).
- Retirar-me-ei.

“(...) O que me faz sofrer é sentir que o que encheria qualquer mulher de felicidade, ou seja, ter o teu maravilhoso amor de homem e as coisas lindas que você me diz, tudo isto me causa ansiedade e me leva ao desespero. Quanto mais eu penso em me entregar a você novamente, tanto mais terror eu tenho do que seria de mim se teu amor ainda ardente se apagasse..."
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24.12.11
joyeux noël

"É preciso estar sempre embriagado. Eis aí tudo: é a única questão. Para não sentirdes o horrível fardo do Tempo que rompe os vossos ombros e vos inclina para o chão, é preciso embriagar-vos sem trégua.
Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa maneira. Mas embriagai-vos.
E se, alguma vez, nos degraus de um palácio, sobre a grama verde de um precipício, na solidão morna do vosso quarto, vós acordardes, a embriaguez já diminuída ou desaparecida, perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que foge, a tudo que geme, a tudo que anda, a tudo que canta, a tudo que fala, perguntai que horas são; e o vento, a onda, a estrela, o pássaro, o relógio, responder-vos-ão: 'É hora de embriagar-vos! Para não serdes os escravos martirizados do Tempo, embriagai-vos: embriagai-vos sem cessar! De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa maneira'."
Baudelaire.
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22.12.11
tempos amargos
Quando a vontade se esvai, não temer a pressa. Você tem algo, e me faz ter viagens, nas entrelinhas do contratempo, desejo-te.
As máscaras são feitas, a fios de indiferença. Tiro o vestido, enxugo as lágrimas. Me dá um gole de uísque, pra corroer mais que a tua vida em mim.
Só quero sentir teu doce-amargo.
Tu me matas luxuosamente, que fique claro, então meu bem, venha dormir comigo?
Nosso paraíso está nas tuas mãos...

"Seus olhos empacotados, seus lábios viciosos, você pode ser jovem, mas você está fora de alcance... Se o amor está sendo feito, então o que é essa pressa?"
As máscaras são feitas, a fios de indiferença. Tiro o vestido, enxugo as lágrimas. Me dá um gole de uísque, pra corroer mais que a tua vida em mim.
Só quero sentir teu doce-amargo.
Tu me matas luxuosamente, que fique claro, então meu bem, venha dormir comigo?
Nosso paraíso está nas tuas mãos...

"Seus olhos empacotados, seus lábios viciosos, você pode ser jovem, mas você está fora de alcance... Se o amor está sendo feito, então o que é essa pressa?"
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8.12.11
dix-huit
Dix-huit le printemps.
O silêncio é sempre o neon que emana em minh'alma. Hoje digo que sou louca, e feliz.
Não ter o que dizer, não é um problema, é uma solução para as dúvidas que mais torturam.
Amanhecer e ver o céu nublado foi o melhor presente que eu pude receber, dessa loucura que emana, que é a vida.
Um brinde.
- Tu t'appelles comment?
- Je ne sais pas.
...
- Coeur de tambour.
Eu tento, invento, desinvento... tormento.
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7.12.11
Joao diz:
*Juju
*Jujuba de amor, tenho que ir.
Vou viajar daqui a pouco, volto sábado.
Então tenho que te parabenizar agora.
Eu te desejo muita luz e toda felicidade do mundo. E clichês — apesar se verdadeiros — como: Nunca desista dos seus objetivos, quando tiver algo em foco, só pare quando alcançar o almejado.
*Joguei sobre as flores, teci (…) um laço; largo e apertado. Indissolúvel; abundante — e afável — impressão dos sentidos: cores e dores.
No limiar deste estreito, eu amo você.
Se não tiver muito bom, saiba que não fui livre em escolhas, se trata de um acróstico. Montarei:
*
Joguei sobre as flores, teci (…)
Um laço;
Largo e apertado.
Indissolúvel;
Abundante — e afável — impressão dos sentidos: cores e dores.
No limiar deste estreito,
Eu amo você
*O "J" foi o mais difícil, não tinha idéia de como começar. haha
É isso. Beijos e um dia lindo pra você amanha — e sempre.
Beijos, Julie.
23.11.11
19.10.11
mentiras
Marrie se descobriu uma mentira, daquelas mal contadas que destroçam e remoem. O escape era o contratempo, depois de tanto fingir, sua vontade era ir embora mundo afora. Ma o que procuraria, se nada havia?
Ela só queria saber voar. Morte ao amor.
12.10.11
nicotina e nostalgia
É como se o pretérito-mais-que-perfeito seguisse nas entrelinhas do contratempo. Aquela felicidade efêmera que logo se esvaíra, aquele beijo, aquele gesto.
Costumo lembrar da minha infância, me perdendo em devaneios e nostalgias, é, aqueles tempos de acordar cedo, ir na padaria, tomar toddynho. Das horas a fio com uma boneca sobre a minha mão, até chorar quando meu pai demorava pra chegar em casa, era como se o desespero tomasse conta de mim, tendo em vista que ele não voltasse para casa.
Eis aqui um medo, perder o meu José, dentre tantos outros Josés, e um buquê de Josés.
É como se tudo fosse de desfazendo de acordo com o tempo...
Nossa quanta demora pra aprender a ver as horas em relógios de ponteiros, e assim se aprendia, não havia necessidade de sofrer pra saber o que te faz bem, mas eu, sempre atenta às entrelinhas, aprendia pela dor, e não pelo amor.
Da minha velha infância, eu trago lembranças, das quais me recordo, sempre cheia de ideais, eu sentia, que todo aquele amargo, secreto, ia-se embora, mas se você o desejasse, ele voltaria, como aquele gosto de nicotina, forte, e amargo, que corrói.
Tão belo és amor.
1999, infância e leitura.

"A vida é a infância da imortalidade." Goethe
9.10.11
justamente
Aquele néon que os teus olhos me passavam, eram mais belos que as tuas mãos sobre mim... Dia errado, hora errada, pessoa errada, mas e quando foi certo?
Eu queria dizer uma só palavra que te fizesse sentir completo, mas a vida veio antes, e fez as honras.
Me perdoa por não saber te amar.

Não se permita mais me chamar de tua.
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25.7.11
só mais uma divagação
"Acreditavas em estrelas, e por tal, elas existiam, mas para um lunático nunca era o bastante... E continuou a ver navios."
23.7.11
falava de amores e desamores
"O bonde vacilava nos trilhos, entrava em ruas largas. Logo um vento mais úmido soprava anunciando, mais que o fim da tarde, o fim da hora instável. Ana respirou profundamente e uma grande aceitação deu a seu rosto um ar..."
A-MOR.
Estava sentada à cama, conformada, cética, e para uma lunática, isso ainda não era o bastante.
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18.7.11
ar, cor, dor, a-mor
Desculpe-me tal acusação, mas ele me dominava de tal modo, que se assim posso afirmar, de tão desolado me permitia deixar de vê-lo. Nas noites de suposta insônia, o reconstruiria, e depois das cerimônias de tragédias que me desolava, sem saber, um abismo distanciava-me de mim mesma.
Naquela madrugada, começando pelo princípio, preocupava-me com números, e eis aqui uma contradição, números não me agradavam, céu, fim, caminho, e tudo o mais que havia perdido, e essa partícula aditiva que se aplicava com mais intensidade.
Martirizava-me perplexamente com a força do acaso, desprezava-me, magoava-me e dilacerada, fixava-o em mim, biografava.
Caminhara tão depressa...
- Veja, agora, o que buscas tão perplexamente, encontrarás, e não tão confusamente. Não apresses a descoberta deste acaso, há coisas que só se aprende quando ninguém as ensina, eis aqui, a vida, há mais beleza em descobri-la sozinha apesar do sofrimento.
Eu estava vivendo, buscando a mim até sentir tão confusamente o que aspirava, aquela sensação de me encontrar depois de tanto me perder em mim.
Já não tão inquieta, senti vontade de fugir, e repentinamente a história partiu-se, sem ao menos um toque suave....
Ela continuava correr, mas ele se conhecia e assim permanecia, estático.
Fechei os olhos, meus lindos dezessete anos... Mande mais café, forte e amargo.
23.3.11
devaneios, laços, águas de março
"É pau, é pedra, é o fim do caminho, é um resto de toco, é um pouco sozinho.
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã, é um belo horizonte, é uma febre terçã.
São as águas de março fechando o verão, é a promessa de vida no teu coração.
Pau, pedra, fim, caminho.
Resto, toco, pouco, sozinho.
Caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol."
As águas de março finalmente caíram sobre mim e eu não sei como terminar essa divagação.
É a tristeza.
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6.2.11
Fragmentos #2
Chegou em casa, tirou o cachecol, queixava-se de os tempos serem difíceis aos sonhadores, 'sempre foram', disse em baixo tom, calmo, preciso.
Tomou um café e cogitava olhar as estrelas por sua sacada, e porque acreditava em estrelas, elas existiam.
- A solidão sempre me foi muito atraente.
(Silêncio)
Olhava cabisbaixo para um ponto fixo, sem nexo, e continuava atemporalmente por simples prazer.
Ela dançava às 4:00 am um pouco de bossa nova e rock'n roll, céu cinza, quando seu mundo caía, quando o que sentia era um vazio que sangrava, e doía, e ecoava.
Desce as escadas, tira o vestido, enxuga as lágrimas.
Ela se foi, era tudo poesia, e foram com ela os doces sonhos, voavam, mais conhecidos que desconhecidos.
- Amor, veja bem, o mundo está realmente parecendo explodir.
- O mundo já explodiu.
- ... dentro do teu vazio.
- Agora o que nos resta é bailar sobre os escombros.
- Permita-me.
Só não me pede mais um cigarro, e não me diga que estou bonita.
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4.2.11
Cinema mudo, fotografia amor
O acaso sempre tem a proeza de me presentear, da forma mais bela e pura. Palavras não haviam, olhares, aqueles que brilham... O verdadeiro sentido das palavras eram admiráveis, elas apenas o faziam quando nas entrelinhas de um infinito haviam um verdadeiro ar existente.
A vida nos levava, ela vinha e fazia suas honras nesse submundo. Tendo em vista que o amor não fosse para ti algo grandioso, na minha janela sentia aquele cheiro de chuva, e som do café.
O tempo estava frio, por onde andava haviam passos, carros, vastos aqueles corações.
Não seria para mim, senão um beatle ou rolling stone, tratava-se de um pouco de bossa nova, um pouco do velho rock'n roll.
Eis o melhor, eis o pior, eis aqui eu, completamente nua e pura a acreditar nas estrelas, e por acreditar nas tais, elas existiam.
Cinema mudo, fotografia amor, cigarros falados, palavras tragadas, silêncio, passos longos, disperso, desconectado.
Queixava-se ainda, que mais pensava que vivia, ainda que a paz que o habitava fosse efêmero, acreditava num universo particular de amores, dores, sabores.
O agora, é pretérito, há uma desconexão.
- Me abraça.
- Me abraça.
Hoje eu quero sair só.
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2.2.11
divagações
Onde então estaria o habitante das falhas subterrâneas preso ao contratempo? Onde estaria, se nada havia?
Vou chamá-lo às cinco pro nosso café das três, pois desse modo, amaria as estrelas além de observá-las... Ele as admirava, e por isso era rodeado das tais, e assim permanecia.
Havia sol, mas nada o agradava por inteiro para chegar ao ponto extremo onde pretendia... Haviam então problemas, comuns, um pouco de bossa nova e tudo ali dilacerava-se, e esvaía-se como as águas de seus olhos.
Dizia ele que viver é uma arte, e que todos nós perante às estrelas da manhã contemplávamos a beleza, nada concreto demais. Se havia dor, tranfomava-a em poesia.
Ele então vinha, subindo a serra, contemplava o cheiro do jardim, e todas as flores que ali possuíam, as memórias de uma infância, deveras amor, devaras doce.
O que restava era dançar sobre os cacos, porque o mundo realmente parecia explodir com aquela chuva de diamantes.
Será que o amaria?
Será que o perdoaria por ter se esvaído nesse mundo sem fim?
A vida chegou, e te fez as honras.
Vou chamá-lo às cinco pro nosso café das três, pois desse modo, amaria as estrelas além de observá-las... Ele as admirava, e por isso era rodeado das tais, e assim permanecia.
Havia sol, mas nada o agradava por inteiro para chegar ao ponto extremo onde pretendia... Haviam então problemas, comuns, um pouco de bossa nova e tudo ali dilacerava-se, e esvaía-se como as águas de seus olhos.
Dizia ele que viver é uma arte, e que todos nós perante às estrelas da manhã contemplávamos a beleza, nada concreto demais. Se havia dor, tranfomava-a em poesia.
Ele então vinha, subindo a serra, contemplava o cheiro do jardim, e todas as flores que ali possuíam, as memórias de uma infância, deveras amor, devaras doce.
O que restava era dançar sobre os cacos, porque o mundo realmente parecia explodir com aquela chuva de diamantes.
Será que o amaria?
Será que o perdoaria por ter se esvaído nesse mundo sem fim?
A vida chegou, e te fez as honras.
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26.1.11
Fragmentos
... que encontrei na memória
Às 15:30, conversas, arrogância, orgulho, sarcasmo que consome, era o que o prendia. Todo mundo odeia o Chris, e depois disso, começa a chover, não há trilha sonora senão o som da chuva, tampouco sentimentalismo, mas o que observo é o desejo efêmero, contato, pele, e tudo o que mata. Uma, duas, três... Não gosto de números.
Meu dez de setembro, foi, apenas foi.
# 16.09.2010
Trouxe apenas o prazer naquele dia nublado, no sofá, na melodia de Interpol, e num deslize, me torno a puta do meio termo da relação falida, mas o que era óbvio... Cadê meu cachê?
# 18.10.2010
Não havia nada muito grandioso, apenas um dia comum em que me encontrava alcoolizada, e ainda há todo o sentido, eu estava à procura de cativo, e o meu presente foi o copo recheado de desprezo. Obrigada, obrigada, obrigada, pra uma artista de um circo, eu até que sou bela.
# 20.10.2010
Brinquedo catatônico, sem prazer algum, see ya.
#09.11.2010
Essa resposta ficou estatelada no ar.
#15.11.2010
Eu cometi a garfe de trazê-lo mais próximo, mas o que eu queria, era apenas um café, já que a prova estava prestes a dar início.
(...)
Belo conto pra um fim de noite.
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1.1.11
Goodbye 2010, thanks for the memories
2010 foi só isso: foi.

Que custa sonhar?
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peace and love
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