4.2.11

Cinema mudo, fotografia amor

O acaso sempre tem a proeza de me presentear, da forma mais bela e pura. Palavras não haviam, olhares, aqueles que brilham... O verdadeiro sentido das palavras eram admiráveis, elas apenas o faziam quando nas entrelinhas de um infinito haviam um verdadeiro ar existente.
A vida nos levava, ela vinha e fazia suas honras nesse submundo. Tendo em vista que o amor não fosse para ti algo grandioso, na minha janela sentia aquele cheiro de chuva, e som do café.
O tempo estava frio, por onde andava haviam passos, carros, vastos aqueles corações.
Não seria para mim, senão um beatle ou rolling stone, tratava-se de um pouco de bossa nova, um pouco do velho rock'n roll.
Eis o melhor, eis o pior, eis aqui eu, completamente nua e pura a acreditar nas estrelas, e por acreditar nas tais, elas existiam.
Cinema mudo, fotografia amor, cigarros falados, palavras tragadas, silêncio, passos longos, disperso, desconectado.
Queixava-se ainda, que mais pensava que vivia, ainda que a paz que o habitava fosse efêmero, acreditava num universo particular de amores, dores, sabores.
O agora, é pretérito, há uma desconexão.
- Me abraça.
- Me abraça.
Hoje eu quero sair só.

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