22.6.10

claro que você não tem culpa...

“(…) Claro que você não tem culpa, coração, caímos exatamente na mesma ratoeira, a única diferença é que você pensa que pode escapar, e eu quero chafurdar na dor deste ferro enfiado fundo na minha garganta seca que só umedece com vodka, me passa o cigarro, não, não estou desesperada, não mais do que sempre estive, nothing special, baby, não estou louca nem bêbada, estou é lúcida pra caralho e sei claramente que não tenho nenhuma saída, ah não se preocupe, meu bem, depois que você sair tomo banho frio, leite quente com mel de eucalipto, gin-seng e lexotan,depois deito, depois durmo, depois acordo e passo uma semana a ban-chá e arroz integral, absolutamente santa, absolutamente pura, absolutamente limpa, depois tomo outro porre, cheiro cinco gramas, bato o carro numa esquina ou ligo para o CVV às quatro da madrugada e alugo a cabeça dum panaca qualquer choramingando coisas do tipo preciso-tanto-de-uma-razão-para-viver-e-sei-que-esta-razão-só-está-dentro-de-mim-bababá-bababá, até o sol pintar atrás daqueles edifícios, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais destrutiva que insistir sem fé nenhuma?”

Fernando, Caio.

10.6.10

so real

A habitante das falhas que se perdiam, onde então estaria, se nada havia? Então menina bonita, o caos que a habitava, se perdia por entre as entrelinhas das paralelas que a vida a causava, quando a sua única certeza era a sua tristeza, café, cigarros, palavras perdidas, tempo que gera sentimento, que talvez gera comportamento, ninguém iria se importar, apenas o amor que estava perdido numa rua deserta e escura, podemos contar às 3, mas poderias fazer disto, 2, quando o que estaria a vir eram apenas o amarelo e o verde que se difundia para formar a vida pintada de preto e branco, tudo parecia tão real quando o que tinhas era uma janela embaçada, e o medo, o medo de amar, e os cavalos brancos se perdiam por entre listras de sangue, o mundo parecia mesmo explodir. Poderias ter a mim, poderias ter a ti, mas eras apenas uma catástrofe, menina bonita, que venhas até mim, e faças de um sorriso, o teu abrigo.
O que teríamos além do céu?- ela disse, ninguém nunca vai entender, e isto? Isto é tudo o que ganhas.

9.6.10

red rooster

Eu sou o galo vermelho, muito preguiçoso para anunciar o dia, mantenha tudo na fazenda, incomodo de qualquer jeito. Cães começam a ladrar, e os cães de caça começam a uivar. Cuidado povo felino, o galo vermelho está na roda, se vires o meu galo vermelho, por favor traga-o para casa.
Au revoir.

7.6.10

su realism

Era uma vez uma realidade com suas ovelhas de lã real
A filha do rei passou por ali e as ovelhas baliam que linda que está
a re a re a realidade
Na noite era uma vez uma realidade que sofria de insônia
Então chegava a madrinha fada e realmente levava-a pela mão..
a re a re a realidade.
No trono havia uma vez um velho rei que se aborrecia e pela noite perdia o seu manto e por rainha puseram-lhe ao lado..
a re a re a realidade.
CAUDA: dade dade a reali
dade dade a realidade
A real a real
idade idade dá a reali
ali
a re a realidade.
Era uma vez a realidade.

Oh, that was so real.

6.6.10

toda luz

Mariana foi pro mar, Maria foi pro chão; e José pro mato, perdeu seu sapato, não se importou em ficar descalço, sentindo o chão gelado.
Se importou com os escombros, que o deixou desnorteado.. e se perdeu totalmente dentro de si, deitando no chão de terra preta olhando pro seu escuro interior.
Mas as estrelas o atormentava, e ele se perdia entre os cacos e os traços de uma vida, tal
vida que o deixara, e ele degustava do prazer e do medo de morrer, olhava maria também caida ao chão com os olhos bem abertos e totalmente direcionados ao céu.
O céu se perdia do azul, ela estava tomada pela nostalgia, que a fazia se redimir da vida. E ela agora assumia uma expressão que mostrava dois polos. Ela parecia flutuar levemente, mas também tinha um olhar de caos..
Tal caos que a habitava, toda ela uma vida, sentia-se agora a habitante das falhas, tão ocultas que a apavorava, onde foi que errou?
José então via o que restou.
Mas tudo que restava eram gestos e sinais e um escuro total. já não existiam chão nem céu; nem dor nem alegria.
E agora josé?
José punha-se a pensar, em seu coração havia um abrigo, lá ele guardava o que de fato era o erro, ou vulgar..
Perdia-se, e descobria-se louco, ele então foi divagar.
Mas para onde iria se nada havia? ele era seu caminho e sua luz, seu coração já estava em sua mão, suja de sangue.
Ele era o ar puro, José o era pão, José era vinho.
Sua luz, seu caminho, perdera total destino. O tal sangue se desfazia, se perdia, era de
coração.
Agora ele era começo, de um começo que ele não sabia o pq de começar, e também já não reconhecia maria, que também vagava nesse grande e escuro nada...
Maria não se sabe ao certo se ainda existia, José começava sem motivo, o grande
escuro e nada a atormentava
Sabia ela se pensava vezes demais?
Ela perdida, perguntou a José, e eles buscavam uma forma, um motivo.
Mas eles precisavam entender que a partir daquela escuridão que surgiriam os novos
motivos e formas.
e os novos conceitos, eles já não assumiam a mesma forma anatomica. eram só
pensamentos
Ambos os pensamentos fluiam
Sua cabeça era de vento, mas seu coração atento, encontrou então José que lá deixou,
o abrigo.
Era a casa, era o lugar
Se perdia em si, pra que serve o poeta?
Ah o poeta e a velha mania de guardar em versos bonitos as imagens das entranhas
percorridas ao longo dessas amargas vidas, vividas a punho de ferro das duvidas, que
dentro do recipiente gigante onde viviam, estavam contidas.
Seriam essas vidas uma mentira?
Nunca hesite em as guardar, a tal vida que não passava de um ontem não resolvido,
mudava amplo o sentido. A sanidade a muda por completo destino.

Eis aqui, um dos nossos duetos lunáticos.

5.6.10

blow out

In my mind and nailed into my heels, all the time killing what I feel. And everything I touch... (All wrapped up in cotton wool), (All wrapped up and sugar coated), turns to stone.
Está tudo embrulhado em cobertura de açúcar.

4.6.10

i'm losing my favourite game

You're losing your mind again, i'm losing my baby, losing my favourite game.
Acredito que estou definida, hoje, entre tantas poucas palavras.

3.6.10

love will tear us apart

Eu gosto de café, e dos dias que estão por vir, mas apenas chove. O sono está perdido da janela do meu sexto andar, posso espreitar a calçada do edifício. Gosto de afternoon do pomeriggio de la tarde, que foi o dia em que eu parei de te amar. Ele me acena com as sobrancelhas e volta a abaixar a cabeça, os cabelos cobrindo-lhe o rosto, entretido com umas fotos que folheia e organiza da sua maneira, e um pouco distante, e nas fotos que ele me passa sem me olhar não há pessoas, somente parques, ruas, alguma neve, paisagens repetidas que despacho em um minuto. Ouço tocar uma, duas, cinco vezes, telefone de casa de velho, e me impedem de atendê-lo. Ele ergue os óculos e permanece algum tempo, calado a observar. Ela sem dúvida estará atarefada, e poderá se embaraçar com a visita imprevista e com suas desculpas infundadas. "Tu não és ainda para mim senão o garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos, e eu não tenho necessidade de ti, e tu não tens necessidade de mim, mas se tu me cativas nós teremos necessidade um do outro, será para mim único no mundo. Se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol, e quando estiveres cativado, tu ficarás contente por me teres conhecido, tu serás sempre meu amigo, terás vontade de rir comigo, e às vezes abrirás tua janela apenas pelo simples prazer".
O nosso amor vai nos dilacerar novamente.

2.6.10

go to him

Girl, before you go now, I want you to know now, that I still love you so... but if he loves you more, go with him.
Se for pra doer, pois que doa. Minha mãe então disse: 'As pessoas só valorizam quando perdem', ela tem toda razão.
2th, amor, anna, the end.

1.6.10

a girl with kaleidoscope eyes

Procura pela garota com o sol em seus olhos... e ela se foi.
1th, june, euforia e café às 5 pm.