11.12.10

mar azul

mar azul
mar azul marco azul
mar azul marco azul barco azul
mar azul marco azul barco azul arco azul
mar azul marco azul barco azul arco azul ar azul

Ai, vida, como és tu.



9.12.10

relatos da noite passada

- Como foi teu aniversário, Juliane?
- Ah, estava chovendo de tarde, então eu fui à padaria me entopir de salgadinhos e depois disso assisti a novela das oito.
- O que tu ganhaste de presente?
- Um colar lindo, do meu pai.

8.12.10

infinito particular

Tristesse #1

Oh, she's only seventeen... Preciso dizer que além dessa música, os meus 17 anos não exercem um vasto significado na minha história de vida.
Ao longo desta jornada, pude ter a plena certeza de que o mundo está realmente parecendo explodir.
Tenho sonhos estranhos, que vão desde um mundo metafísico até o inimaginável.
Tenho planos, estou aflita em relação à minha entrada ou não na Ufam, tenho uma gata preta que se chama Lolita, e hoje eu percebo que até dela eu consegui a proeza de me manter distante, não sou boa com química, tampouco com números, apesar de ter passado a última semana estudando hidrocarbonetos para uma suposta prova, que não aconteceu, meu curso preparatório para o vestibular não rendeu, muito menos as horas a fio estudando concordância verbal pra felicidade de não cair na prova. Eu penso, penso, penso, olhando para o nada. Estava lendo Água Viva de Clarice, mas tenho, As Coisas, do Arnaldo Antunes, A Metamorfose do Kafka, Laços de Família da Clarice e mais outros mil contos do Machado de Assis, fora filmes e músicas que me parecem muito bons, que o caos do contratempo descarta em um minuto.
Peguei carona com estranhos, conversei com desconhecidos e dei o número do meu ex pra velhos bêbados.
Tomei mil porres, e fiquei triste no dia seguinte.
Tenho gastrite, alergia e os estúpidos dos médicos têm a felicidade tão vasta quanto o mundo e me entopem de remédios, what is this?
Dizem as más línguas que eu sou tão fria quanto um ice berg, ledo engano...
Passo horas a fio me arrumando, me maquiando, pra dar uma melhor impressão às pessoas ao meu redor, dou bom dia ao motorista, quero trabalhar, e colorir a minha vida com as cores das minhas unhas, e afinal, elas estão crescendo.
Nenhum amor forte o bastante, tenho uma amiga, ou duas, minha família me enlouquece, e às vezes o desespero é tão gritante que eu sinto vontade de ir no centro conversar com estranhos, como de praxe, observar as pessoas e pensar que louco é quem me diz, e não é feliz.
Me entupo de café, vejo filme de madrugada, acordo às cinco e quarenta com a cabeça pesada e vou à escola ouvindo she wants revenge.
Tenho tempo o suficiente pra parar com essas conversinhas fúteis com pessoas que não me atraem, mas eu durmo.
Quanto ao modo de narrar os acontecimentos aparecem, como a re, a re, a realidade.
Vou contemplar o escuro do meu quarto e ver novelas globais.
Rômulo me mandou uma chuva de manhã cedo, João vai me falar sobre música erudita, e estou feliz por isso.
Eu amo meu pai, e ele me deu um cordão lindo... tão lindo como a canção E agora José, sim, ele se chama José, que irônico não?
Esteja alerta para a regra dos três, o que você dá, retornará para você, essa lição, você tem que aprender, você só ganha o que você merece.

Se você ama alguém, diga a essa pessoa amanhã, se essa pessoa for eu, diga que o céu é branco, e eu te direi, que as nuvens são negras.
Vamos tristeza, se chegue, se sente comigo.

7.12.10

6.12.10

hoje será em primeira pessoa...

Ao decorrer dos dias, incognitos, quero andar por onde não andei, e perceber que não houve algum amor forte o bastante para, supostamente, compartilhar as minhas divagações não terminadas. Nenhum show tocante o bastante, nenhuma paixão sufocante, nehuma cena tocante... Nada, um conjunto vazio, tão intenso quanto ouvir Portishead no escuro, numa segunda-feira em que pessoas tomam goles de euforia e tu se deparas com a tua vida semi-nua, onde nem a tua maquiagem esconde as marcas saturadas, quando ninguém sabe ao certo a hora de cativar. 3º do médio, escola, manhã, mal humor matinal, dormir, tomar café, ler, ver tv, ouvir música... E as razões?

Devia, como um rio sem janeiro, meu fevereiro sem carnaval.

5.12.10

retrato abstrato

She Will Always Be A Broken Girl

Ela compra um vestido novo para a festa, o vermelho sempre lhe cai bem. Se vira na frente do espelho e desaparece por dentro de sua cabeça. Ela quer saber se ele vai lembrar, perguntou-lhe como quem não quis nada se porventura ele não quisesse ir com ela, nesse caso, ela já saberia o que dizer. Pensou em talvez perguntar a uma amiga, embora tenha apenas uma ou duas. De qualquer forma, ela sempre se deu bem com garotos, então quem precisa de amigas?
Dando passos nervosos pelo chão do quarto, segurando firme o telefone na mão, tentando conter o fluxo de emoções, e sonhando em poder ter um cara...
É um longo caminho, e a música está alta. Ela avista um velho amigo, e atravessa a multidão. Tenta dar o seu melhor sorriso, mas por baixo, está em pedaços. Ela luta contra uma terrível decisão, ficar em casa ou ir sozinha. A mãe faz o possível para consolá-la, o pai não sabe o que dizer.
Põe a maquiagem, coloca o novo vestido, ergue a cabeça, e entra no carro. Diz a si mesma que ninguém vai reparar, se convencendo de que pode seguir em frente. No caminho, ela imagina reações, mãos em concha sussurrando aos ouvidos, esperando, em segredo, que ele esteja lá observando. Também esperando que não esteja.
Caminhando indecisa, sozinha na estrada enxerga pessoas fumando pelos cantos. Ela pára, e espera que eles recuem, cruza os dedos e continua a andar.
Ele nunca vai entender, ele nunca entenderá.

Quem ouve She Wants Revenge, sente.

4.12.10

introspecção


Este é o amanhã.



Where did all the love go? I don’t know, I don’t know.
[I bet you can't see it]

3.12.10

c’est malheureux

Monsieu Malchance

Monsieu Malchance est l’homme le plus malchanceux du monde. Il n’a eu que des catastrophes dans toute sa vie. Il y a dix ans, il a eu un accident, il a eu les deux jambes fracturées et il a fait un séjour de neuf mois à l’hôpital. Quand il est sorti de l’hôpital, une ambulance lui a roulé sur le pied. Résultat, il a eu le pied dans le plâtre pendant trois semaines. Il est rentré chez lui et manque de chance, il y a eu une inondation. La maison était dans un état terrible. Quelque temps plus tard, il s’est brûlé accidentellement le poignet. En diz ans, il a eu douze accidents de voiture et il s’est fait cambrioler sept fois. Il a travaillé dans neuf entreprises qui ont fait faillite. Mais ce n’est pas tout, même ses animaux domestiques ont des problèmes: ses quatre chats sont morts d’une maladie très rare et ses huit chiens sont tous dans le coma… Alors, un bon conseil. Si vous le voyez, changez de route, changez de ville, ne restez pas près de lui, il va vous porter la poisse.

-

Monsieur Malchance

Monsieur Malchance é o homem mais azarado do mundo. Ele teve muitas catástrofes em sua vida. Dez anos atrás, sofreu um acidente, ele teve as duas pernas fraturadas e fez uma estadia de nove meses no hospital. Quando ele foi liberado do hospital, uma ambulância passou por cima do seu pé. Resultado, ele teve seu pé em gesso por três semanas. Ele foi para casa e má sorte, houve uma inundação. A casa estava em péssimas condições. Algum tempo depois, ele acidentalmente queimou seu pulso. Ao que se diz, ele teve doze acidentes de carro e foi roubado sete vezes. Ele trabalhou em nove empresas que faliram. Mas isso não é tudo, até mesmo seus animais de estimação tem problemas: seus quatro gatos morreram de uma doença rara e seus oito cães estão em coma … Assim.. um bom conselho: se você vê-lo, altere o seu percurso, mude de cidade, não fique perto dele, ele vai lhe trazer azar.

Tive um dia estúpido, vou dormir.

2.12.10

impressed

- Tu assistes novelas?
- Só quando estou triste.
- Vamos estudar hidrocarbonetos, já que a tudo são cadeias fechadas, heterogêneas e insaturadas.
- Não, vou ouvir Mozzart.
(Silence)
- Vou ver novela.
- Cadê meu café?


1.12.10

atemporal


Obrigada solidão por ser tão atraente. É torturante possuir uma vasta nostalgia daqueles dons musicais, daqueles pensamentos insanos, daqueles olhares verídicos e disfarçados lançados a mim. Tu chegas, tiras o cachecol, e o que restavam eram suas meias vermelhas que combinavam perfeitamente com seus cabelos, aqueles filmes de Paris 20's, e com aquela dança sobre os escombros que me jogam no abismo. Tu estais longe? Estais acompanhado? Eu sinceramente não me importo.. Eu ainda quero te sentir, te dizer, uma palavra, mas que mude o teu sentido por completo, que torne conhecido, o meu desconhecido. Me diz alguma coisa que eu possa fazer agora, sem aflições, que possa te fazer sentir completo? Me desculpe, querido mas eu não sou calculista pra chegar a esse ponto. Os subplanos estão em longa transmissão, estou em órbita, e tu estais aqui como uma instrospecção bela, e vasta. É um tal de um mundo substrato que se funde com os teus suspiros que com as tuas loucuras formam então sem descrição a tua esplendorosa subsistência. Acreditavas em estrela, e por isso, elas existiam.
O anel que tu me destes era vidro e se quebrou, o amor acabou, o que te escrevo continua e estou enfeitiçada.


la vie en rose.


Dezembro, seja lindo, sim?