1.12.10

atemporal


Obrigada solidão por ser tão atraente. É torturante possuir uma vasta nostalgia daqueles dons musicais, daqueles pensamentos insanos, daqueles olhares verídicos e disfarçados lançados a mim. Tu chegas, tiras o cachecol, e o que restavam eram suas meias vermelhas que combinavam perfeitamente com seus cabelos, aqueles filmes de Paris 20's, e com aquela dança sobre os escombros que me jogam no abismo. Tu estais longe? Estais acompanhado? Eu sinceramente não me importo.. Eu ainda quero te sentir, te dizer, uma palavra, mas que mude o teu sentido por completo, que torne conhecido, o meu desconhecido. Me diz alguma coisa que eu possa fazer agora, sem aflições, que possa te fazer sentir completo? Me desculpe, querido mas eu não sou calculista pra chegar a esse ponto. Os subplanos estão em longa transmissão, estou em órbita, e tu estais aqui como uma instrospecção bela, e vasta. É um tal de um mundo substrato que se funde com os teus suspiros que com as tuas loucuras formam então sem descrição a tua esplendorosa subsistência. Acreditavas em estrela, e por isso, elas existiam.
O anel que tu me destes era vidro e se quebrou, o amor acabou, o que te escrevo continua e estou enfeitiçada.


la vie en rose.


Dezembro, seja lindo, sim?

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