Mariana foi pro mar, Maria foi pro chão; e José pro mato, perdeu seu sapato, não se importou em ficar descalço, sentindo o chão gelado.
Se importou com os escombros, que o deixou desnorteado.. e se perdeu totalmente dentro de si, deitando no chão de terra preta olhando pro seu escuro interior.
Mas as estrelas o atormentava, e ele se perdia entre os cacos e os traços de uma vida, tal
vida que o deixara, e ele degustava do prazer e do medo de morrer, olhava maria também caida ao chão com os olhos bem abertos e totalmente direcionados ao céu.
O céu se perdia do azul, ela estava tomada pela nostalgia, que a fazia se redimir da vida. E ela agora assumia uma expressão que mostrava dois polos. Ela parecia flutuar levemente, mas também tinha um olhar de caos..
Tal caos que a habitava, toda ela uma vida, sentia-se agora a habitante das falhas, tão ocultas que a apavorava, onde foi que errou?
José então via o que restou.
Mas tudo que restava eram gestos e sinais e um escuro total. já não existiam chão nem céu; nem dor nem alegria.
E agora josé?
José punha-se a pensar, em seu coração havia um abrigo, lá ele guardava o que de fato era o erro, ou vulgar..
Perdia-se, e descobria-se louco, ele então foi divagar.
Mas para onde iria se nada havia? ele era seu caminho e sua luz, seu coração já estava em sua mão, suja de sangue.
Ele era o ar puro, José o era pão, José era vinho.
Sua luz, seu caminho, perdera total destino. O tal sangue se desfazia, se perdia, era de
coração.
Agora ele era começo, de um começo que ele não sabia o pq de começar, e também já não reconhecia maria, que também vagava nesse grande e escuro nada...
Maria não se sabe ao certo se ainda existia, José começava sem motivo, o grande
escuro e nada a atormentava
Sabia ela se pensava vezes demais?
Ela perdida, perguntou a José, e eles buscavam uma forma, um motivo.
Mas eles precisavam entender que a partir daquela escuridão que surgiriam os novos
motivos e formas.
e os novos conceitos, eles já não assumiam a mesma forma anatomica. eram só
pensamentos
Ambos os pensamentos fluiam
Sua cabeça era de vento, mas seu coração atento, encontrou então José que lá deixou,
o abrigo.
Era a casa, era o lugar
Se perdia em si, pra que serve o poeta?
Ah o poeta e a velha mania de guardar em versos bonitos as imagens das entranhas
percorridas ao longo dessas amargas vidas, vividas a punho de ferro das duvidas, que
dentro do recipiente gigante onde viviam, estavam contidas.
Seriam essas vidas uma mentira?
Nunca hesite em as guardar, a tal vida que não passava de um ontem não resolvido,
mudava amplo o sentido. A sanidade a muda por completo destino.
Eis aqui, um dos nossos duetos lunáticos.
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