3.6.10

love will tear us apart

Eu gosto de café, e dos dias que estão por vir, mas apenas chove. O sono está perdido da janela do meu sexto andar, posso espreitar a calçada do edifício. Gosto de afternoon do pomeriggio de la tarde, que foi o dia em que eu parei de te amar. Ele me acena com as sobrancelhas e volta a abaixar a cabeça, os cabelos cobrindo-lhe o rosto, entretido com umas fotos que folheia e organiza da sua maneira, e um pouco distante, e nas fotos que ele me passa sem me olhar não há pessoas, somente parques, ruas, alguma neve, paisagens repetidas que despacho em um minuto. Ouço tocar uma, duas, cinco vezes, telefone de casa de velho, e me impedem de atendê-lo. Ele ergue os óculos e permanece algum tempo, calado a observar. Ela sem dúvida estará atarefada, e poderá se embaraçar com a visita imprevista e com suas desculpas infundadas. "Tu não és ainda para mim senão o garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos, e eu não tenho necessidade de ti, e tu não tens necessidade de mim, mas se tu me cativas nós teremos necessidade um do outro, será para mim único no mundo. Se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol, e quando estiveres cativado, tu ficarás contente por me teres conhecido, tu serás sempre meu amigo, terás vontade de rir comigo, e às vezes abrirás tua janela apenas pelo simples prazer".
O nosso amor vai nos dilacerar novamente.

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