
"Palavras se perdiam em uma janela encavacada às cinco da manhã, pequenas gotas de chuva caíam sobre a grama verdinha, e como era doce aquela chuva!
Primavera, onde está?
Primavera, há muito mais em ti que possa ser visto a olho nú. Vais além de um sorriso, de um abrigo, o abrigo que me abriga, o abrigo do teu coração, que castos, teus olhares vastos me encontram.
Por favor, não caia senão em meus braços, não faça, de mim tua catástrofe, não cante, mais uma velha canção de amor, não venha, senão para mim, não sinta, não sinta não meu bem, o prazer de estar caído ao chão completamente puro.
É, eu estava há um tempo te lendo, te olhando, te pensando, te guardando comigo, conhecido, o desconhecido. Te escondendo. Escondendo teus sonhos de chuvas e diamantes. Como se tu fosses meu, mais conhecido que desconhecido."
Ps.: Feliz dia dos amigos.
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